sábado, 6 de julho de 2013

Tudo o que você queria saber sobre agitação e perambulação na doença de Alzheimer: por que acorre e como agir?


Em estágios intermediários da doença de Alzheimer, a pessoa pode apresentar comportamentos marcados por agressividade, alucinações e/ou dificuldades para dormir e comer.
Muitos problemas de comportamento são agravados por um “ambiente pobre” e pela incapacidade do pessoa de lidar com o estresse. Ao aprender como fazer as mudanças no ambiente, você pode aumentar a qualidade de vida tanto para o paciente quanto para si mesmo.
Primeiro passo: Identificar as causas dos problemas de comportamento da pessoa com Alzheimer
O “comportamento problema” é muitas vezes uma forma do paciente de Alzheimer tentar se comunicar com você. A progressão da doença significa que eles podem não ser capazes de se comunicar verbalmente, mas eles ainda estão emocionalmente conscientes e permanecerão assim, muitas vezes, até o fim da vida.
Em muitos casos, o comportamento do paciente é uma reação a um ambiente desconfortável ou estressante. Se você pode estabelecer o motivo do paciente estar estressado ou o que está provocando o seu desconforto, você é capaz de resolver o problema de comportamento com maior facilidade. Lembre-se,  a pessoa com demência não está sendo deliberadamente difícil. Seu senso de realidade pode ser diferente do seu.
Algumas maneiras para ajudar a identificar as causas dos problemas de comportamento:
- Tente colocar-se no lugar da pessoa. Olhe para a linguagem corporal e imagine como eles poderiam estar se sentindo e o que eles podem estar tentando expressar. Pergunte a si mesmo o que aconteceu pouco antes do comportamento problema começar.
- Alguma coisa acionou o comportamento?
- Existe alguma necessidades do paciente a satisfeita? (fome, por exemplo)
- Será que mudar o ambiente ou a atmosfera ajudariam a confortar a pessoa? (ela presenciou algo desagradável ou o ambiente está quente, frio…)
- Como você reagiu ao comportamento problema? A sua reação ajudar a acalmar o paciente ou o fez tornar o comportamento pior?
Causas do Problema Comportamento
Segundo passo: Criar um ambiente calmo e relaxante
Como cuidador, você não é capaz de controlar a pessoa que você está cuidando. No entanto, você pode controlar o ambiente e a atmosfera que você cria enquanto cuida. Estes fatores desempenham um papel importante ao ajudar um doente de Alzheimer se sentir calmo e seguro.
- Modifique o ambiente para reduzir as potenciais causas que podem criar agitação e desorientação na pessoa com Alzheimer. Estes incluem ruídos altos ou não identificáveis, iluminação sombria, espelhos ou outras superfícies refletoras, cores berrantes ou altamente contrastantes e papel de parede estampados.
- Mantenha a calma!! Ficar ansioso ou preocupado em resposta a problemas de comportamento pode aumentar o estresse ou agitação do paciente. Responda à emoção que foi comunicada pelo comportamento, e não o próprio comportamento. Tente manter-se flexível, paciente e relaxado. Lembre-se, o paciente está respondendo ao seu tom de voz e linguagem corporal mais do que o conteúdo do que você está dizendo.
Terceiro passo: Gerenciar o stress em um doente de Alzheimer
Diferentes técnicas de redução de estresse funcionam melhor para alguns pacientes de Alzheimer do que para outros, então você pode precisar experimentar para encontrar os que melhor ajudam no seu caso.
O exercício é um dos melhores apaziguadores de estresse tanto para o paciente com Alzheimer quanto o cuidador. Consulte o médico do seu paciente  e certifique de que eles são seguros para participar de exercícios leves. Caminhada regular, movimento ou exercícios sentados podem ter um efeito positivo em muitos problemas de comportamento, tais como agressividade e dificuldade em dormir. Shopping centers podem ser bons ambientes para caminhada a pé (especialmente, se você mora em um lugar que o clima não ajuda para caminhadas). Ou ainda, você pode até considerar a cantar e dançar.
Atividades simples podem ser uma maneira para o paciente se reconectar com sua vida anterior. Alguém que gostava de cozinhar, por exemplo, pode ainda obter prazer na simples tarefa de lavar legumes para o jantar. Procure envolver a pessoa em tantas atividades diárias produtivas o quanto for possível. Ajudar na lavanderia, regar plantas ou ir para um passeio podem ajudar a gerir o stress.
Use música calma ou jogue o jogo favorito da pessoa enquanto toca a música favorita como maneiras de relaxá-los quando agitados. A música também pode ajudar a aliviar a pessoa durante as refeições e os horários de banho, tornando os processos mais fáceis para o paciente e o cuidador.
Interagir com outras pessoas é importante. Enquanto grandes grupos de estranhos pode aumentar os níveis de estresse para um doente de Alzheimer, passar o tempo com pessoas diferentes (preferencialmente de um-em-um ou em grupos pequenos)  pode ajudar a aumentar a atividade física e social.
Animais de estimação podem fornecer uma fonte de comunicação positiva, não-verbal. A interação lúdica e o toque suave de um animal bem treinado e dócil pode ajudar a aliviar um doente de Alzheimer e diminuir o comportamento agressivo. Se você não tem um animal de sua preferência, procure lugares que oferecem esse serviço.
 Dicas para a prevenção e gestão da perambulação (pessoa que fica andando sem parar):
Enquanto caminhar ao redor da casa pode ser irritante para você, como cuidador, pode ser inseguro para o paciente. Alguns ambientes da casa podem ser perigosos, como: áreas da casa com escadas, decks, banheiras de hidromassagem ou piscinas.
Como resultado da perambulação o paciente pode sair de casa sozinho através de uma janela ou porta e até deixar o seu quintal ou propriedade.
Dois precursores característicos da perambulação são inquietação e desorientação. Um doente de Alzheimer pode apresentar sinais de inquietação quando está com fome, com sede, prisão de ventre ou de dor. Eles também podem se tornar inquieto quando entediado, ansioso ou estressado devido a um ambiente desconfortável ou a falta de exercício. Para resolver isso, você pode:
- Redirecionar imediatamente a perambulação ou o comportamento inquieto para uma atividade produtiva ou exercício proposital.
- Tranquilizar a pessoa, se elas aparecem desorientadas.
- Distrair a pessoa naquele momento do dia que ela tende a vagar.
- Reduzir os níveis de ruído e confusão. Caso eles estejam presentes, podem desorientar a pessoa.
Importante!!!!  Consulte o médico se desorientação está se tornando um problema. Desorientação TAMBÉM PODE ser resultado de efeitos colaterais de medicamentos ou de interações medicamentosa.
Maneiras práticas para evitar a perambulação:
Você pode ser capaz de evitar muitos momentos de perambulação:
- Instalando dispositivos de segurança para crianças em sua casa para manter as portas e janelas fechadas.
- Ocultando itens que a pessoa costuma levar ao sair de casa, como: bolsas, sapatos, óculos ou carteiras.
- Adquirindo cadeiras confortáveis ​​que restringem o movimento, que tornam difícil para o paciente levantar-se sem ajuda.
- Organizando um planejamento para quando o paciente de Alzheimer vaguear (planeje o que pode ser feito para não ser pego de surpresa).
É importante!!!!  Notificar os vizinhos, porteiro, o vigilante da rua e todos aqueles próximos sobre a tendência de perambular do paciente de Alzheimer, e pedir-lhes para chamá-lo se eles vêem o seu paciente vagando sem supervisão.
Se a busca da polícia torna-se necessária, você vai precisar de uma foto recente de rosto da pessoa. Também tenha em mãos algumas de suas roupas por lavar para ajudar cães de busca e resgate (para fazer isso corretamente, coloque a roupa em um saco plástico usando luvas).
Onde procurar o paciente com Alzheimer, caso esteja perdido?
Uma pessoa com demência não pode chamar ajuda ou responder às suas chamadas, e muitas vezes não vai deixar muitas pistas físicas. Ele pode ficar preso em um lugar  e podem não conseguir sair, deixando-as em risco de desidratação. Sendo assim, ao procurar verifique:
- As áreas perigosas perto da casa, tais como locais de folhagem densa, túneis, pontos de ônibus, varandas altas, psicinas e estradas movimentadas.
- Procure com cuidado em um raio de um quilômetro e meio do local onde o paciente estava antes perambular.
- Olhar com cuidado em arbustos e valas, pois a pessoa pode ter caído ou ficar preso.
- Procurar na direção da mão dominante do andarilho. As pessoas costumam viajar pela primeira vez em sua direção dominante.
- Investigar lugares familiares, tais como: antigas residências ou pontos favoritos. Muitas vezes, eles têm um destino particular.
- Se você suspeitar que a pessoa usou um carro ou um transporte público, você precisa considerar prováveis ​​locais que estão mais distantes.
Outras dicas
Cuidar de um paciente que vasculha ou esconde as coisas em casa é um desafio, mas não é um desafio insuperável. Sempre tenha em mente:
- Proteger sua propriedade.
- Bloquear algumas salas ou armários para proteger seu conteúdo e trancar todos os objetos de valor.
- Ter correspondências entregues fora do alcance de pacientes de Alzheimer – talvez em uma caixa postal.
- Aprenda os esconderijos preferenciais da pessoa e olhe lá primeiro para encontrar objetos escondidos.
- Restrinja o acesso aos cestos de lixo e as latas de lixo, e confira todas as lixeiras antes de descartar seu conteúdo, no caso de objetos terem sido escondidos ali.
Proteger os pacientes de Alzheimer de ferir a si mesmo:
– Retirar ou impedir o acesso a substâncias nocivas, tais como produtos de limpeza, bebidas alcoólicas, armas de fogo, ferramentas eléctricas, facas afiadas e medicamentos.
– Evitar acidentes elétricos, bloqueando tomadas não utilizadas com dispositivos para crianças. Esconder os botões do fogão para a pessoa não pode ligar os queimadores. Abaixe a temperatura dos aquecedores de água.
– Designar uma gaveta especial de itens que a pessoa pode com segurança “mexer, arrumar” quando estiver com vontade.
Durante uma explosão de raiva do paciente de Alzheimer:
- Não confrontar a pessoa ou tentar discutir o comportamento agressivo. A pessoa com demência não pode refletir sobre seu comportamento inaceitável e não pode aprender a controlá-lo.
- Não inicie o contato físico durante a explosão de raiva. Muitas vezes, o contato físico desencadeia violência física no paciente.
- Proporcionar a pessoa “tempo” longe de você. Deixe-os ter espaço de estar com raiva. Retira-se na direção de uma saída segura.
- Distraia a pessoa com um tema ou atividade mais prazerosa.
- Procure por padrões na agressão. Considere os fatores como privacidade, independência, tédio, dor ou fadiga. Evite as atividades e temas que desencadeie a raiva da pessoa. Para ajudar a encontrar quaisquer padrões, você pode manter um registro de quando os episódios agressivos ocorreram. Se a pessoa fica com raiva quando as tarefas são muito difíceis para eles, quebrar as tarefas em partes menores, por exemplo.
- Deixe a pessoa colocar para fora a raiva. Só não se esqueça de que todos em volta e ele devem estar seguros.
- Obtenha ajuda de outras pessoas durante as atividades que são inevitáveis e que podem desencadear ira no paciente.
- Não tome a agressividade como algo pessoal.
Dicas para gerenciamento de alucinações e suspeita
As alucinações podem ser o resultado de falência dos sentidos. Manter a tranqüilidade e sem mudanças no ambiente pode ajudar a reduzir alucinações. Além disso, filmes violentos ou televisão pode contribuir para a paranóia; evite que o paciente assistam a programas perturbadores.
Quando alucinações ou ilusões ocorrerem:
- Não discuta sobre o que é real e o que é fantasia.
- Converse sobre os sentimentos do paciente em relação ao que eles imaginam que vêem.
- Responda ao conteúdo emocional do que a pessoa está dizendo, ao invés de o conteúdo factual / ficcional.
- Procure orientação profissional, se você está preocupado com este problema. Medicamentos, por vezes, pode ajudar a reduzir alucinações.
Alzheimer e suspeita:
Confusão e perda de memória também podem levar um doente de Alzheimer a suspeitar de pessoas ao seu redor, às vezes acusando seus cuidadores de roubo, traição ou algum outro comportamento impróprio.
- Oferecer uma resposta simples para qualquer acusação, mas não discutir ou tentar convencê-los de suas suspeitas são infundadas.
- Distrair o paciente com outra atividade.
- Se as suspeitas de roubo estão focados em um determinado objeto que é freqüentemente extraviado, como uma carteira, por exemplo, tentar manter um item duplicado na mão para aliviar rapidamente os medos do paciente.
Dicas para gerenciar problemas de sono:
A doença cerebral muitas vezes interrompe o ciclo sono-vigília. Pacientes de Alzheimer podem ter vigília, desorientação e confusão ao anoitecer e ao longo da noite. Isto é chamado de “síndrome do pôr do sol ou crepuscular.”
Há dois aspectos nessa síndrome. Primeiro, confusão, excesso de estimulação e fadiga durante o dia pode resultar num aumento confusão, inquietação e insegurança à noite. E, segundo, alguns pacientes de Alzheimer têm medo do escuro, talvez por causa da falta de ruídos diurnos familiares e a atividade típica do dia. O paciente pode procurar segurança e proteção à noite para aliviar o desconforto.
Maneiras de reduzir a agitação noturna:
- Melhorar a higiene do sono. Proporcionar uma cama confortável, reduzir o ruído e luz e tocar música suave para ajudá-los a conseguir dormir. Se a pessoa prefere dormir em uma cadeira ou no sofá ao invés de na cama, certifique-se que eles não podem cair durante o sono.
- Mantenha um horário regular de sono. Seja consistente com o tempo para dormir e manter a rotina noturna da mesma. Por exemplo, dar à pessoa um banho e um pouco de leite morno antes de dormir.
- Mantenha uma luz acesa durante a noite. Algumas pessoas com demência tendem a imaginar coisas no escuro e tornar-se chateado. Bichos de pelúcia ou um animal de estimação também pode ajudar a acalmar o paciente e permitir-lhes dormir tranquilo.
- Coloque uma cômoda ao lado da cama para servir de apoio durante a noite e, se for o caso, coloque uma aparadeira nela para ele fazer xixi. Caminhar para o banheiro no meio da noite pode fazer a pessoa despertar e então, eles não podem voltar a dormir.
- Aumentar a atividade física durante o dia para ajudar a pessoa a se sentir mais cansada na hora de dormir.
- Monitorar os cochilos. Se a pessoa parece muito cansada durante o dia, dar-lhes um breve descanso na parte da tarde para se recuperar. Isso pode levar a uma melhor noite de sono. Mas não deixá-los dormir muito tempo – muito tempo durante o dia dormindo pode aumentar a vigília noturna.
- Limite o consumo de cafeína do paciente durante o dia.
Dicas para resolver problemas comuns:
- Se o paciente tem ficado acordado durante a noite, certifique-se que o cuidador principal pode dormir durante o dia. O cuidador precisa descansar também. Não restringir o paciente na cama, mas considere uma cama de hospital, com grades laterais (ou guarda-corpos) nas fases posteriores da doença de Alzheimer. Se a vigília na noite ficou muito difícil para você gerenciar, consulte com um médico, se você quiser tentar a administração de pílulas para dormir.

domingo, 12 de maio de 2013

Prevenindo o Alzheimer


Prevenção do Alzheimer: estimular o cérebro


estudo publicado na revista New England Journal of Medicine concluiu que a participação em atividades de lazer levou a uma menor incidência de todos os tipos de demência, incluindo Alzheimer. Para este estudo, as atividades de lazer foram ler, escrever por prazer, jogar jogos de tabuleiro ou cartão, tocar instrumentos musicais e participar de discussões em grupo. Aqueles que participaram deste tipo de atividade um dia por semana tiveram uma redução de 7% no risco de demência. O risco foi reduzido com o aumento da atividade para 63% para as pessoas que participaram 11 vezes por semana.
O Estudo é parte de um crescente corpo de evidências de que o treino do cérebro melhora o seu  funcionamento, da mesma forma que o exercício físico vai melhorar o funcionamento muscular e cardiovascular. A perda de memória, um dos mais conhecidos e temidos sinais de envelhecimento, pode ser revertida ou pelo menos retardada por realizar atividades como tocar um instrumento musical, realizar palavras cruzadas e enigmas de Sudoku, jogo de xadrez, e outra usada para “malhar” o nosso cérebro.
A conexão entre  a exigência mental e a redução de casos de demência não está provada, mas há uma boa quantidade de evidências indiretas e inferenciais de que este é realmente o caso. Por exemplo, os níveis mais elevados de educação e ocupações intelectualmente mais exigentes correspondem a níveis mais baixos de demência.
Mesmo se você não for para a faculdade ou a sua ocupação não foi tão exigente intelectualmente, não se desespere. Não é o nível de educação ou a ocupação em si que é responsável pela saúde do cérebro. Você poderia ter abandonado a escola e trabalhado 45 anos cavando valas, mas passou todo o seu tempo livre em museus e dedicado a leitura e de qualquer outra forma expandindo o seu intelecto, e estar tão bem quanto um professor universitário ou um advogado. Talvez até melhor porque cavar valas é um exercício físico e que conta para um monte para a saúde cognitiva!!!
E se você não tiver feito as coisas que mantêm seu cérebro afiado, comece agora. Uma indústria está crescendo em torno do medo do envelhecimento e da “epidemia” de Alzheimer. Inspirado por descobertas como estas acima, várias empresas, incluindo Nintendo, está no mercado com aparelhos projetados para exercitar a nossa massa cinzenta. Mas você não precisa gastar muito dinheiro com gadgets ou softwares. Um livro, um quebra-cabeças, uma discussão interessante, um livro instigante essas coisas também beneficiar o seu cérebro.
Fonte: Best Alzheimer Products 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Sentir dor no corpo ao acordar pode indicar má postura durante o sono


Além do jeito de dormir, postura do dia a dia também influencia nas dores.
Por outro lado, acordar cansado pode ser sinal de um distúrbio do sono.

A hora de dormir é aquela hora para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte. Porém, algumas pessoas costumam acordar com dores no corpo e ainda mais cansadas do que no dia anterior e isso pode ser um sinal de má postura durante o sono.
Quando a pessoa dorme, ela passa em média oito horas na mesma posição – se ela não for adequada, pode acontecer o alongamento e também o encurtamento de alguns músculos, o que causa a dor. Em alguns casos, é comum até a pessoa “travar” e não conseguir nem levantar da cama.

Por exemplo, dormir de lado com as pernas esticadas e as mãos debaixo do travesseiro pode prejudicar diversas articulações do corpo.
Para se proteger, é ideal que o travesseiro deixe a cabeça em um ângulo de 90 graus em relação aos ombros e que a pessoa use um segundo travesseiro para abraçar e outro para colocar entre as pernas.
Dormir de bruços ou com a barriga para a cima também pode fazer mal. Além das dores, dormir de mau jeito pode causar também lesões nos ligamentos da coluna e hérnia de disco.

É preciso prestar atenção também ao tipo do travesseiro, que são os maiores responsáveis pelo torcicolo, um espasmo muscular causado por erro postural. O problema pode ser tratado com um relaxante muscular apenas, mas existem casos que precisam de massagem, fisioterapia e até o uso do colar cervical. A dica para se proteger é não usar o travesseiro muito alto ou muito baixo.
O neurologista Marcelo Calderaro alertou que, fora as dores no corpo, também existe a possibilidade de as pessoas sentirem dor de cabeça ao acordar, o que pode prejudicar muito a qualidade do sono.
As causas mais freqüentes para esse problema geralmente não são graves, como estresse, ansiedade, depressão, uso excessivo de analgésicos, ressaca e até mesmo distúrbios, como a apneia do sono.
A apneia, inclusive, pode fazer com que a pessoa acorde com sono porque, ao roncar, ela não consegue dormir direito. Outros distúrbios como bruxismo e insônia também podem prejudicar o sono e trazer conseqüências como mau humor e até queda do sistema imunológico.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Atuação na Pediatria


A Terapia Ocupacional atua na pediatria abrangendo diversos problemas nos componentes cognitivos, sensório-motores, psicológicos e psicossociais, revelando-se na criança, dificuldades nas diferentes áreas de desempenho (Atividades da Vida Diária, Produtivas e de Lazer).
As atividades propostas são baseadas de acordo com as motivações e interesses da criança, incluindo o contexto familiar de modo a desenvolver o máximo de autonomia na sua vida pessoal e social.

São atendidas crianças com:
- Dificuldades de socialização
- Desordens neuropsicomotoras
- Transtornos emocionais e sociais (Autismo, Distúrbios afetivos e outros)
- Atraso ou dificuldade na aprendizagem
- Bebês prematuros ou de risco e seus familiares em programa de acompanhamento e estimulação,
- Crianças com atraso de desenvolvimento
- Crianças diagnosticadas com Disfunção Física ou Síndromes diversas (Down, X-frágil, por exemplo)
- Crianças com Dificuldades de Aprendizagem, Déficit de Atenção ou Hiperatividade.
- Crianças que necessitem de apoio específico em adaptações de atividades (baixa visão, dificuldade de concentração, amputações)
- Aula prática para pais sobre Shantala (massagem para o bebê)


sexta-feira, 8 de março de 2013

sábado, 2 de março de 2013

Neuróbica



A palavra Neuróbica significa aeróbica dos neurônios. E a aeróbica dos neurônios é uma nova forma de exercício cerebral para manter nosso cérebro ágil e saudável criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro.


Se você estiver frequentemente se sentindo com a mente cansada, com preguiça de pensar, planejar e aprender, ou tendo lapsos de memória, está na hora de dar uma atenção especial ao cérebro, está na hora de exercitá-lo.

O objetivo da neuróbica é manter seu cérebro ativo e estimulado em qualquer fase da sua vida. É fazer com que o praticante preste mais atenção nas suas ações, contrariando rotinas, pois a quebra da rotina é um estímulo que obriga o cérebro a um trabalho adicional.

Fazer pequenas mudanças na rotina é uma das maneiras de deixar o cérebro em forma, melhorando nosso desempenho em todas as áreas da nossa vida. E deixar o cérebro em forma é tudo o que queremos.

Um programa de exercícios neuróbicos oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

Venha praticar Neuróbica e manter seu cérebro ativo!! 

Atendimentos personalizados!!


E-mail para contato: terapeutamariana@gmail.com

Divulgando meu trabalho

Shantala



História: A Shantala é uma massagem milenar indiana, sem registro de quando surgiu exatamente em Kerala no Sul da Índia. Foi descoberta quando o médico francês Frédérick Leboyer, de passagem pela Índia, se deparou com a cena de uma mulher num calçada pública massageando seu bebê. Seu nome era Shantala, ela era paraplégica e estava numa associação de caridade em Pilkhana, Calcutá.
O ambiente que Leboyer percorrera até então era completamente hostil, mas a cena da massagem fez com que a beleza e harmonia dos movimentos de Shantala transformasse tudo a sua volta.
Leboyer pediu para fotografá-la e filmá-la. Ela, admirada pelo interesse em uma prática tão simples e corriqueira, aceitou. Durante dias ele acompanhou a massagem de Shantala em seu bebê, captando atentamente cada movimento. Leboyer fez o possível para que as fotografias exprimissem a profundidade e o amor envolvidos.
Em homenagem a essa mãe, o nome da técnica de massagem em bebês chama-se Shantala. Na índia, essa prática não tem um nome específico, pois trata-se de uma atividade que faz parte da rotina de cuidados com o bebê.

Benefícios para o bebê: Estimula o crescimento; diminui a ansiedade e agitação; diminui a
cólica e o choro; equilibra as funções fisiológicas; melhora o sono; melhora obstipação intestinal.

Realizo atendimento na clínica ou domiciliar em Campinas - SP e região.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Oração da Terapia Ocupacional


Que eu tenha braços para acolher
Todo aquele que de meu acolhimento precisar.
Que eu tenha olhos para ver a eficiência
Diante das dificuldades.
Que eu possa escutá-lo
Ainda que não me fales verbalmente...
Que eu possa fazê-lo ativo
Ainda que lhe faltem os movimentos,
As oportunidades,
As ações, as praxias...
Que eu saiba entender a sua dor,
O que me pedes, o que me dizes...
Que eu saiba perceber em teus olhos
Os teus sonhos e cultivar a esperança.
Que eu tenha palavras
Para com ele partilhar e cantar alegrias.
Que eu tenha mãos
Para trabalharmos juntos.
Que eu seja instrumento
Para ressignificar,
Construir e reconstruir.
Que eu possa criar, adaptar,
analisar e buscar com ele
novos meios de fazer,
de viver o seu cotidiano.
Que eu jamais deixe de acreditar,
No brincar de uma criança,
Na sabedoria de um idoso,
No artista incompreendido,
Na riqueza dos fazeres,
Na importância que eles têm em nossas vidas
Na TERAPIA OCUPACIONAL